Princípios deEugênioVidas melhores
a partir de boas perguntas

Quero compartilhar com você a minha história. Uma vida de trabalho, desafios, aprendizados, quedas e recomeços. Sempre com um propósito maior: tirar a família da miséria e ajudar as pessoas a enxergarem possibilidades.

Aqui você vai encontrar fatos reais da minha caminhada, contados com simplicidade, do meu jeito, para que minhas experiências possam continuar inspirando outras pessoas.

Todos os itens vêm do material organizado pela família.

As falas que a família escolheu guardar

Palavras que traduzem ideias, inspiram reflexões, impulsionam objetivos e revelam o prazer de ajudar.

Caneca com as falas de Eugênio — objeto do acervo da família
Fotografia enviada pela família
  • A obra é mágica.

    A

    Também relatada por Sérgio (irmão).

  • Já estava aí ou sua mente criou?

    A

    Também relatada por Sérgio (irmão).

  • Eita, homem de pouca fé.

    A

    Também relatada por Sérgio (irmão).

  • Se o trabalho está prejudicando a saúde, então não compensa.

    A

    Também relatada por Sérgio (irmão), que a aponta como a última frase.

  • Estou pronto PARA, em condições D.

    A

    Grafia preservada como está impressa na caneca e como Sérgio registrou.

  • Temos que ser igual madeira de lei, suportar tempestades.

    A

    Também relatada por Sérgio (irmão).

  • O maior problema está na mente.

    A

    Também relatada por Sérgio (irmão), que registra a forma “O problema está na mente”.

D

O começo: a Bahia, a casa e a partida aos treze anos

Eugênio nasceu em 11 de novembro de 1959, na Bahia. Era o primeiro filho de Adeuzina e também o primeiro neto da família — o começo de uma história que deixaria marcas profundas em todos ao redor.

Baiano, tinha 1,68 m, pesava 75 kg e era do signo de Escorpião.

Desde criança, ignorava todas as religiões e dizia que quem entendesse de hipnose saberia o porquê.

Sua passagem pela escola formal terminou na quinta série.

Aos treze anos, quando ainda era apenas um menino, saiu de casa para trabalhar em um canteiro de obras em Salesópolis, como pedreiro tarefeiro de reboco.

Antes de conseguir um lugar no alojamento, dormiu sobre uma tábua de apenas trinta centímetros — uma imagem pequena na medida, mas imensa na dureza do que viveu.

Depois, já alojado, participava de uma brincadeira em que se disputava quem era o melhor no arremesso de facas.

Voltou para casa por causa de Irene, a irmã mais nova.

E voltou trazendo mais do que a experiência de quem precisou crescer cedo: levava consigo um propósito que atravessaria toda a sua vida — tirar a família da miséria.

O ofício: aprender cedo, com as próprias mãos

Aos doze anos, Eugênio já era pedreiro.

Enquanto outras crianças ainda descobriam o mundo, ele aprendia a construí-lo com as próprias mãos.

O pai, seu Manuel, ensinou o ofício aos filhos.

Carlos lembra que, com ele, não houve jeito: era o tempo da escola forçada e de acompanhar o pai nas construções.

Dessa história nasceu uma lista de profissões que, por si só, parece carregar o peso e a coragem de uma vida inteira: eletricista, azulejista, pedreiro, encanador, soldado da PM, empresário, construtor e gerente de desmanche em Cubatão.

Carlos guarda daquele tempo um conselho que nunca perdeu a força.

Aos dezessete anos, trabalhava apertando parafusos em uma empresa de material elétrico e reclamava da tarefa.

Foi então que ouviu do irmão uma lição simples, mas capaz de acompanhar alguém por toda a vida: "Você pode apertar parafusos, mas aperte profissionalmente. Seja um profissional."

O sócio: o terreno, a Luzágua e o dinheiro que faltava

Quando Carlos tinha dezesseis anos, Eugênio apareceu com uma ideia que parecia maior do que as possibilidades dos dois: comprar um terreno.

O primeiro obstáculo era evidente — não tinham recursos. O segundo era decidir onde. Escolheram Suzano, procuraram o bairro mais próximo do centro que cabia no bolso e compraram um terreno na rua 14, na Vila Maluf.

As prestações não eram caras; eles é que ganhavam pouco demais. Ainda assim, uma a uma, pagaram todas.

Em 1988 ou 1989, nasceu outra ideia: abrir uma loja de material de construção.

Eugênio trabalhava com Teruyia na construção de prédios, ouviu a sugestão e deixou o projeto amadurecer.

Procuraram um ponto em Suzano e conseguiram alugar um antigo boteco em frente à estação de trem — um lugar feio, instalado em uma casa velha, mas onde eles já conseguiam enxergar um futuro. Reformaram quase tudo por conta própria.

Como não tinham o hábito de guardar dinheiro para investir, venderam os carros e ficaram apenas com um Volkswagen para fazer as entregas.

Foi assim, entre renúncias, trabalho e esperança, que nasceu a Luzágua, considerada por Carlos o início da prosperidade dos dois.

As quedas: o homem que dizia não poder dar conselhos financeiros

Eugênio dizia, com a franqueza de quem não escondia as próprias cicatrizes, que não podia dar conselhos financeiros porque havia quebrado várias vezes: com uma loja de roupas, uma fábrica de carrinhos, uma fábrica de blocos, lojas de material de construção e uma agência de carros.

Nada disso está escondido aqui, porque ele próprio nunca escondeu as quedas.

Mas o que os irmãos guardaram, acima de tudo, foi a forma como Eugênio se levantava depois de cada uma delas.

Andreia conta que, quando algo dava errado, ele seguia em frente, sem se remoer nem se martirizar.

Ana Paula lembra que ele dava um passo atrás e tirava alguns dias de descanso para clarear a mente, pois sabia que a solução só apareceria com a cabeça calma.

Reinaldo ouviu a fórmula mais direta: "Vou copiar alguém, porém melhor."

Sérgio registra outra: quando faltava dinheiro e tudo dava errado, era hora de tirar férias — respirar, recarregar e encontrar forças para começar novamente.

A busca: sempre havia algo para aprender

A escola formal terminou na quinta série, mas sua vontade de aprender jamais encontrou um ponto final.

Eugênio continuou estudando por toda a vida.

Buscou conhecimentos em Programação Neurolinguística, hipnose, leitura dinâmica, Empretec, psicologia, coaching, técnica de edição, mecânica, dança de salão e mergulho.

Fez cursos de Lair Ribeiro, Paulo Vieira, Marcos Trombeta e Jorge Ladeiro.

E lia. Lia como quem continuava procurando respostas — para si e para os outros.

Entre os livros estavam Pense e Enriqueça, Pai Rico, Pai Pobre, A Ciência Para Ficar Rico, O Sucesso Não Ocorre por Acaso, Lei da Atração, O Poder da Ação e De Volta ao Passado.

Sérgio conta que, quando alguém chegava desesperado, Eugênio sempre tinha um livro para indicar.

Carlos resume o irmão de um modo que todos reconhecem: Eugênio sabia muito, em muitas áreas — das relações humanas à construção civil — e, ainda assim, carregava a sensação de que sempre havia algo além para descobrir.

Carlos dizia que Ouro de Tolo, de Raul Seixas, parecia falar sobre ele: o eterno insatisfeito. Algum tempo depois, Eugênio ouviu a música e concordou, como quem finalmente se reconhece em uma canção.

O jeito de ajudar: uma pergunta antes da resposta

Entre todos os traços de Eugênio, este é o que mais pulsa nos sete depoimentos: ele não conseguia ficar indiferente à dor de quem o procurava.

Quando alguém chegava desesperado, encontrava alguma forma de ajudar.

Sérgio diz que ele ajudava até quando isso o prejudicava — fosse com uma bronca, uma terapia ou dinheiro.

Para Andreia, bastava uma ligação: ele se prontificava a visitá-la e oferecia conselho, escuta e atenção.

Irene ouvia: "Veja em qual situação você mais deu certo e como estava; siga a sua imagem de vitoriosa."

Adriana era orientada a respirar e a se imaginar com o problema resolvido.

Ana Paula recebia a terapia e o coaching de que ele tanto gostava, sempre com a insistência de que a resposta já estava dentro dela e de que era preciso reorganizar a mente.

Diante de uma ideia nova, sua resposta quase sempre começava com uma pergunta.

A Sérgio, perguntava: "Como isto vai gerar dinheiro?"

A Irene: "Para quem, e o que você deseja alcançar?"

A Reinaldo: "Seja rápido, não veio só para você."

A Adriana: "Coloca tudo no papel: modelo, cor, quantidade."

E a Ana Paula: "É para ser empresário ou funcionário? Você já estruturou e fez o plano de negócios?"

Havia, porém, caminhos que ele se recusava a apontar.

Nunca dizia a alguém que desistisse.

Nunca recomendava prejudicar outra pessoa; ensinava que o melhor jogo era aquele em que todos ganham.

Também não aconselhava ninguém a se acomodar no mesmo padrão financeiro nem a permanecer casado sem querer.

Em suas palavras, ajudar também era empurrar a vida para a frente.

Duas histórias revelam até onde esse modo de ajudar podia chegar — e como suas palavras, mesmo duras, podiam mudar destinos.

Aos doze anos, Sérgio vivia cercado de elogios das meninas quando ouviu do irmão que era bonito e divertido, mas burro e sem futuro, porque havia repetido de ano e abandonado a escola.

Aquelas palavras doeram, mas se tornaram o empurrão que o levou de volta aos estudos: passou pelo Mobral, pelo supletivo e pelo colégio, e nunca mais repetiu de ano.

Anos depois, após sofrer um infarto e trincar a coluna, Sérgio entregou as ferramentas, desfez-se de suas coisas e desistiu, pois já não conseguia caminhar mais de cento e cinquenta metros.

Foi então que a voz do irmão voltou a chamá-lo para a vida: "Sergio, desistir agora é covardia, você não está morrendo. Construa outra casa, você consegue. O problema está na mente."

Quando Carlos Preto, filho de Carlos, foi trabalhar com ele, Eugênio pediu que registrasse em um caderno a lição: PRUMO, NÍVEL E NINHA.

Também pagou um curso para ele com um único propósito: que perdoasse o pai.

A fé que não cabia em uma religião

Desde criança, Eugênio ignorava as religiões.

Ainda assim, duas passagens guardadas pela família falam sobre Deus — não como doutrina, mas como presença sentida em momentos impossíveis de esquecer.

Diante da imensidão de Foz do Iguaçu, Eugênio encontrou palavras para uma gratidão que parecia transbordar junto com as águas. Disse a Sérgio: "Eu vi a presença de Deus na imensidão daquelas águas, senti a mão de Deus. Eu vou proporcionar isso para meus irmãos, sei que muitos não terão a possibilidade de conhecer, e também sei que podem não sentir o que estou sentindo, esta satisfação de gratidão."

A outra passagem aconteceu em um dos picos mais altos de Santa Catarina, sob garoa. Eugênio, Wilson e Sérgio subiam quando avistaram um pai e uma menina sobre uma pedra muito alta.

De repente, a menina escorregou e caiu — e Eugênio a agarrou no colo. Naquele instante, entre o susto e o alívio, Wilson disse: "Só vínhamos salvar a garotinha, porque não dá pra ver nada daqui. Isto é Deus, Eugenio."

O que ele queria — e o que temia

Eugênio não escondia suas duas grandes metas.

Uma nasceu da dor de suas origens: tirar a família da miséria.

A outra traduzia o tamanho de sua ambição: alcançar um milhão de dólares em patrimônio.

Seu maior medo também era claro — a velhice, acompanhada da possibilidade de adoecer e ficar sem recursos.

Ele próprio escreveu que sua inveja era o rei Salomão.

Entre suas músicas estavam Asa Branca, com Luiz Gonzaga, e Irmãos Coragem, com Jair Rodrigues.

O fim: o que ficou escrito, dito e repetido

Ficaram lembranças, ensinamentos, admiração e, em uma simples caneca, ficaram algumas das suas principais falas:

A obra é mágica. Já estava aí ou sua mente criou?

Eita, homem de pouca fé.

Se o trabalho está prejudicando a saúde, então não compensa.

Estou pronto PARA, em condições D.

Temos que ser igual madeira de lei, suportar tempestades.

O maior problema está na mente.

Também ficaram as frases que ele repetia a quem se aproximava — palavras que hoje carregam o som de sua voz e a força de sua presença:

"A pessoa que não quer pagar o preço não deve ser ajudada."

"Oração sem ação é querer que Deus faça."

"Você faz a sua mente trabalhar para você."

"Eu sou luz, aquilo que eu sonho eu posso viver."

"O fruto nunca cai longe da árvore."

E, acima de tudo: "Nunca esqueça a família."

Para ele, família era algo maior do que pai, mãe, esposa e filhos, pois é nesse meio que se encontra ajuda quando, um dia, se precisa.

Uma das últimas coisas que Andreia ouviu dele foi um pedido de desculpas — um daqueles gestos que permanecem quando as palavras terminam.

Eugênio reconheceu que havia cobrado demais em relação à mãe, que todos os filhos tinham deixado um pouco a desejar com ela e que ela havia feito o que conseguira fazer. Andreia chorou e agradeceu.

E, entre tantas orientações deixadas ao longo da vida, Ana Paula guarda como último conselho estas palavras: "Em tempos de desespero ou de muita tristeza, não assine nada, não compre nada e não venda nada."

O menino que, aos treze anos, dormiu sobre uma tábua de trinta centímetros para ajudar a sustentar a família tornou-se o irmão que comprou um terreno sem ter dinheiro;

O sócio que vendeu o carro para abrir uma loja;

O homem que caiu muitas vezes, mas escolheu recomeçar;

O conselheiro que chegava à casa de quem estava aflito simplesmente para escutar.

Sua história não cabe apenas nas obras que construiu, nos negócios que abriu ou nos desafios que enfrentou.

Ela permanece nas vidas que tocou, nos conselhos que ainda ecoam e na família que jamais pediu que esquecessem.

É essa trajetória — feita de trabalho, quedas, aprendizado, cuidado e família — que estas páginas guardam.

Cada fato deste texto vem de um registro do acervo; a costura entre eles é trabalho do projeto. O documento que deu origem à história está ligado ao lado.

Histórias documentadas

Ver a Parede de Histórias

Saí de casa aos 13 anos

registro sem fotografia no acervo

A

Saí de casa aos 13 anos

Fui trabalhar no canteiro de obra em Salesópolis como pedreiro tarefeiro de reboco. Dormia sobre uma tábua de 30 cm até me alojar.

Trabalho1972
Ler a história completa: Saí de casa aos 13 anos

Prumo, Nível e Ninha

registro sem fotografia no acervo

A

Prumo, Nível e Ninha

Quando o Carlos Preto foi trabalhar comigo, pedi que escrevesse em um caderno: PRUMO, NÍVEL E NINHA.

Ensinamentos
Ler a história completa: Prumo, Nível e Ninha

Quebrei várias vezes

registro sem fotografia no acervo

A

Quebrei várias vezes

O material registra que dizia não poder dar conselho financeiro porque havia quebrado várias vezes.

Erros e Recomeços
Ler a história completa: Quebrei várias vezes

O Eugênio que Carlos conheceu

registro sem fotografia no acervo

B

O Eugênio que Carlos conheceu

“Carlos conta o irmão que estudou muito e reunia conhecimento das áreas humanas à construção civil, e que não sossegava enquanto a família não se desenvolvesse — estava sempre oferecendo informação e oportunidade. Lembra que vivia dizendo a Eugênio que “Ouro de Tolo”, do Raul Seixas, falava dele, o eterno insatisfeito, e que tempos depois o irmão ouviu a música e concordou. Aos 16 anos de Carlos os dois compraram juntos um terreno na Vila Maluf, em Suzano, e pagaram as prestações com muito aperto; em 1988 ou 1989 venderam os carros para abrir a Luzágua, a primeira loja de material de construção, num antigo boteco em frente à estação de trem que eles mesmos reformaram. Guarda ainda o conselho que ouviu aos 17 anos, quando trabalhava apertando parafusos: “Você pode apertar parafusos, mas aperte profissionalmente. Seja um profissional.””

Trabalho
Ler a história completa: O Eugênio que Carlos conheceu

O Eugênio que Adriana conheceu

registro sem fotografia no acervo

B

O Eugênio que Adriana conheceu

“Adriana conta que dizia ao irmão estar cansada da pobreza e recebeu dele as teorias de mentalizar o dinheiro — fechar os olhos e já se ver no carro e na casa dos sonhos. Lembra que ele mandava quem estava desesperado respirar e se imaginar com o problema resolvido, que pedia para colocar toda ideia no papel com modelo, cor e quantidade, e que nunca aconselhava desistir: 'se eu tenho o que tenho hoje, você também é capaz'. Quando algo dava errado, ouvia que estava pensando errado e que a mente absorve isso; o conselho mais repetido era gastar os próprios 10% consigo, ajudar as pessoas e viver como se fosse o último dia.”

Dinheiro
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O Eugênio que Ana Paula conheceu

registro sem fotografia no acervo

B

O Eugênio que Ana Paula conheceu

“Ana Paula lembra de uma conversa em que ele chamou a sociedade de efeito manada, dizia ser contra essa imposição e, mesmo reconhecendo que a vida é difícil, repetia que era muito bom viver. Conta que ele aplicava a terapia e o coaching que adorava, insistindo que a resposta já estava dentro da pessoa e que a mente só precisava ser reorganizada, e que diante de uma ideia perguntava se era para ser empresário ou funcionário e se já havia plano de negócios no papel. Guarda a frase sobre o preço das coisas — 'se não quer pagar IPVA, não tenha carro' — e o último conselho que ele lhe deu: 'em tempos de desespero ou de muita tristeza, não assine nada, não compre nada e não venda nada.'”

Aprendizado
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O Eugênio que Irene conheceu

registro sem fotografia no acervo

B

O Eugênio que Irene conheceu

“Irene guarda o jeito de Eugênio recolocar a pessoa de pé: diante do desespero, mandava olhar para a situação em que ela mais tinha dado certo e seguir a própria imagem de vitoriosa. Diante de uma ideia, perguntava para quem ela era e o que se queria alcançar; nunca aconselhava desistir, porque prosseguir é melhor, e, quando algo dava errado, dizia para dormir certo de que a resposta viria pela manhã. As frases que ela repete dele são 'você faz a sua mente trabalhar para você' e 'eu sou luz, aquilo que eu sonho eu posso viver'.”

Propósito
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O Eugênio que Reinaldo conheceu

registro sem fotografia no acervo

B

O Eugênio que Reinaldo conheceu

“Reinaldo lembra do dia em que o irmão ficou filósofo: 'se desistir do que quer nunca vai ter, porém nunca saberá como é ter o que quer'. Conta que diante do desespero alheio ele falava em prejuízo estancado e lucro — fazer agora, porém diferente —, que diante de uma ideia mandava ser rápido porque ela não veio só para você, e que quando algo dava errado pensava em copiar alguém, porém melhor. O conselho que mais repetia era não esquecer a família, que para ele era maior que pai, mãe, esposa e filhos: se um dia precisar, é nesse meio que se encontra ajuda.”

Família
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O Eugênio que Sergio conheceu

registro sem fotografia no acervo

B

O Eugênio que Sergio conheceu

“Sérgio lembra que aos 12 anos, cercado de elogios, ouviu do irmão que era bonito e divertido mas 'burro, sem futuro' porque tinha repetido e largado a escola — foi o empurrão que o fez voltar a estudar pelo Mobral e pelo supletivo e nunca mais repetir de ano. Conta que Eugênio ajudava quem estava desesperado mesmo se prejudicando, com bronca, terapia ou dinheiro, e sempre tinha um livro para indicar; diante de uma ideia nova, perguntava como aquilo ia gerar dinheiro, e ensinava que o melhor jogo é o do ganha-ganha. O conselho que não esqueceu veio depois de um infarto e de uma coluna trincada, quando já tinha vendido as ferramentas e desistido: 'Sergio, desistir agora é covardia, você não está morrendo, construa outra casa, você consegue. O problema está na mente.'”

Superação
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O Eugênio que Andreia conheceu

registro sem fotografia no acervo

B

O Eugênio que Andreia conheceu

“Andreia conta que, quando estava aflita com alguma questão particular, bastava ligar: ele se prontificava a ir visitá-la para aconselhar e ajudar com escuta e atenção. Lembra as frases que ele usava — “O fruto nunca cai longe da árvore”, “É preciso saber viver”, “Ninguém pediu sinceridade” — e que, quando algo dava errado, ele seguia em frente sem se remoer nem se martirizar. Guarda uma conversa em que ele lhe pediu desculpas por ter cobrado demais em relação à mãe, reconhecendo que todos os filhos deixaram a desejar e que ela havia feito o que conseguiu fazer — e diz que chorou e agradeceu naquele momento.”

Família
Ler a história completa: O Eugênio que Andreia conheceu

O documento que deu origem a esta história

registro sem fotografia no acervo

B

O documento que deu origem a esta história

O documento que a família organizou sobre ele: nascimento na Bahia em 11/11/1959 como primeiro filho de Adeuzina, a saída de casa aos 13 anos para o canteiro de obras em Salesópolis, as profissões, os cursos, os livros, as metas, os medos, as falas marcantes, Foz do Iguaçu, a menina no pico de Santa Catarina, os negócios que quebraram e o caderno do Carlos Preto.

Ler a história completa: O documento que deu origem a esta história

A história de Eugênio

registro sem fotografia no acervo

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A história de Eugênio

Do menino que saiu de casa aos treze anos para o canteiro de obra ao irmão que comprava terreno sem ter dinheiro, quebrou cinco vezes e recomeçou, e ao conselheiro que ia até a casa de quem estava aflito só para escutar.

Ler a história completa: A história de Eugênio

Adeuzina, a Lili — a história dela

registro sem fotografia no acervo

B

Adeuzina, a Lili — a história dela

“Nascida em Serrolândia, na Bahia, em 15 de agosto de 1939, primogênita de José Martinhano e Maria de Olinda, Adeuzina criou oito filhos praticamente sozinha depois que o casamento se encerrou em 1972 e as propriedades foram vendidas sem o conhecimento dela. Trabalhou como doméstica, nunca aprendeu a ler, cuidou da mãe acamada, criou netos e a enteada, e em 1979 saiu do aluguel comprando um terreno em Suzano com os filhos Eugênio e Carlos. Morreu em Suzano em 22 de junho de 2010, aos 70 anos, depois de uma celebração familiar — e no pátio do hospital Sérgio e Irene viram uma árvore inteira tomada por centenas de periquitos, os pássaros que ela mais amava.”

Família
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A obra é mágica.
Eugênio