Princípios deEugênioVidas melhores
a partir de boas perguntas

Quero compartilhar com você a minha história. Uma vida de trabalho, desafios, aprendizados, quedas e recomeços. Sempre com um propósito maior: tirar a família da miséria e ajudar as pessoas a enxergarem possibilidades.

Aqui você vai encontrar fatos reais da minha caminhada, contados com simplicidade, do meu jeito, para que minhas experiências possam continuar inspirando outras pessoas.

Fonte: Construído a partir do material e depoimentos da família.

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“O maior problema está na mente.”
Eugênio

Parede de Histórias

18 histórias

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Saí de casa aos 13 anos

registro sem fotografia no acervo

A

Saí de casa aos 13 anos

Fui trabalhar no canteiro de obra em Salesópolis como pedreiro tarefeiro de reboco. Dormia sobre uma tábua de 30 cm até me alojar.

Trabalho1972
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Prumo, Nível e Ninha

registro sem fotografia no acervo

A

Prumo, Nível e Ninha

Quando o Carlos Preto foi trabalhar comigo, pedi que escrevesse em um caderno: PRUMO, NÍVEL E NINHA.

Ensinamentos
Ler a história completa: Prumo, Nível e Ninha

Quem conviveu com ele

10 de 10 depoimentos

A história de Eugênio contada por quem estava lá — na ordem da família.

1AdeuzinaMãe

Nascida em Serrolândia, na Bahia, em 15 de agosto de 1939, primogênita de José Martinhano e Maria de Olinda, Adeuzina criou oito filhos praticamente sozinha depois que o casamento se encerrou em 1972 e as propriedades foram vendidas sem o conhecimento dela. Trabalhou como doméstica, nunca aprendeu a ler, cuidou da mãe acamada, criou netos e a enteada, e em 1979 saiu do aluguel comprando um terreno em Suzano com os filhos Eugênio e Carlos. Morreu em Suzano em 22 de junho de 2010, aos 70 anos, depois de uma celebração familiar — e no pátio do hospital Sérgio e Irene viram uma árvore inteira tomada por centenas de periquitos, os pássaros que ela mais amava.

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2LaudeciIrmã

Laudeci Nunes dos Reis

Faleceu em 2018. O depoimento dela não foi gravado. No lugar dele ficou o álbum que a família guardou.

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3CarlosIrmão

Carlos conta o irmão que estudou muito e reunia conhecimento das áreas humanas à construção civil, e que não sossegava enquanto a família não se desenvolvesse — estava sempre oferecendo informação e oportunidade. Lembra que vivia dizendo a Eugênio que “Ouro de Tolo”, do Raul Seixas, falava dele, o eterno insatisfeito, e que tempos depois o irmão ouviu a música e concordou. Aos 16 anos de Carlos os dois compraram juntos um terreno na Vila Maluf, em Suzano, e pagaram as prestações com muito aperto; em 1988 ou 1989 venderam os carros para abrir a Luzágua, a primeira loja de material de construção, num antigo boteco em frente à estação de trem que eles mesmos reformaram. Guarda ainda o conselho que ouviu aos 17 anos, quando trabalhava apertando parafusos: “Você pode apertar parafusos, mas aperte profissionalmente. Seja um profissional.”

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4SergioIrmão

Sérgio lembra que aos 12 anos, cercado de elogios, ouviu do irmão que era bonito e divertido mas 'burro, sem futuro' porque tinha repetido e largado a escola — foi o empurrão que o fez voltar a estudar pelo Mobral e pelo supletivo e nunca mais repetir de ano. Conta que Eugênio ajudava quem estava desesperado mesmo se prejudicando, com bronca, terapia ou dinheiro, e sempre tinha um livro para indicar; diante de uma ideia nova, perguntava como aquilo ia gerar dinheiro, e ensinava que o melhor jogo é o do ganha-ganha. O conselho que não esqueceu veio depois de um infarto e de uma coluna trincada, quando já tinha vendido as ferramentas e desistido: 'Sergio, desistir agora é covardia, você não está morrendo, construa outra casa, você consegue. O problema está na mente.'

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+ 1 outra(s) história(s) de Sergio.

5IreneIrmã

Irene guarda o jeito de Eugênio recolocar a pessoa de pé: diante do desespero, mandava olhar para a situação em que ela mais tinha dado certo e seguir a própria imagem de vitoriosa. Diante de uma ideia, perguntava para quem ela era e o que se queria alcançar; nunca aconselhava desistir, porque prosseguir é melhor, e, quando algo dava errado, dizia para dormir certo de que a resposta viria pela manhã. As frases que ela repete dele são 'você faz a sua mente trabalhar para você' e 'eu sou luz, aquilo que eu sonho eu posso viver'.

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6ReinaldoIrmão

Reinaldo lembra do dia em que o irmão ficou filósofo: 'se desistir do que quer nunca vai ter, porém nunca saberá como é ter o que quer'. Conta que diante do desespero alheio ele falava em prejuízo estancado e lucro — fazer agora, porém diferente —, que diante de uma ideia mandava ser rápido porque ela não veio só para você, e que quando algo dava errado pensava em copiar alguém, porém melhor. O conselho que mais repetia era não esquecer a família, que para ele era maior que pai, mãe, esposa e filhos: se um dia precisar, é nesse meio que se encontra ajuda.

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7AdrianaIrmã

Adriana conta que dizia ao irmão estar cansada da pobreza e recebeu dele as teorias de mentalizar o dinheiro — fechar os olhos e já se ver no carro e na casa dos sonhos. Lembra que ele mandava quem estava desesperado respirar e se imaginar com o problema resolvido, que pedia para colocar toda ideia no papel com modelo, cor e quantidade, e que nunca aconselhava desistir: 'se eu tenho o que tenho hoje, você também é capaz'. Quando algo dava errado, ouvia que estava pensando errado e que a mente absorve isso; o conselho mais repetido era gastar os próprios 10% consigo, ajudar as pessoas e viver como se fosse o último dia.

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8AndreiaIrmã

Andreia conta que, quando estava aflita com alguma questão particular, bastava ligar: ele se prontificava a ir visitá-la para aconselhar e ajudar com escuta e atenção. Lembra as frases que ele usava — “O fruto nunca cai longe da árvore”, “É preciso saber viver”, “Ninguém pediu sinceridade” — e que, quando algo dava errado, ele seguia em frente sem se remoer nem se martirizar. Guarda uma conversa em que ele lhe pediu desculpas por ter cobrado demais em relação à mãe, reconhecendo que todos os filhos deixaram a desejar e que ela havia feito o que conseguiu fazer — e diz que chorou e agradeceu naquele momento.

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9Ana PaulaFilha

Ana Paula lembra de uma conversa em que ele chamou a sociedade de efeito manada, dizia ser contra essa imposição e, mesmo reconhecendo que a vida é difícil, repetia que era muito bom viver. Conta que ele aplicava a terapia e o coaching que adorava, insistindo que a resposta já estava dentro da pessoa e que a mente só precisava ser reorganizada, e que diante de uma ideia perguntava se era para ser empresário ou funcionário e se já havia plano de negócios no papel. Guarda a frase sobre o preço das coisas — 'se não quer pagar IPVA, não tenha carro' — e o último conselho que ele lhe deu: 'em tempos de desespero ou de muita tristeza, não assine nada, não compre nada e não venda nada.'

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10JuniorFilho

Depoimento gravado em vídeo e guardado no acervo. A transcrição ainda não foi feita, então o resumo aparece quando ela ficar pronta.

Linha do Tempo

  1. 1959Nascimento
  2. ~1971Aos doze anos, já era pedreiro
  3. 1972Saiu de casa aos treze anos
  4. 1979O terreno na Vila Maluf
  5. As mudanças pela zona leste
  6. 1988/89A Luzágua
  7. Gerente de desmanche em Cubatão
  8. A presença de Deus nas águas
Ver linha do tempo completa

A pessoa que não quer pagar o preço não deve ser ajudada.

Oração sem ação é querer que Deus faça.

Eugênio
Temos que ser igual madeira de lei, suportar tempestades.
Eugênio